segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

NBR 9050




A Norma Brasileira NBR 9050-1994 adota a seguinte definição de acessibilidade: "Possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de edificações, espaço, mobiliário e equipamentos urbanos.." (§3.1). Considerado assim, um objeto acessível é aquele que pode ser alcançado para uso. Uma vez alcançado, supõe-se que seu uso, seguro e autônomo, não seja mais uma questão de acessibilidade, e sim de usabilidade.


FONTE: http://www.unimar.br/publicacoes/assentamentos/assent_humano3v2/Antony%20e%20jose.htm

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Casa acessível = Casa para vida inteira


Nota-se hoje em dia uma grande preocupação em que as casas e não só os espaços comerciais e públicos sejam acessíveis a todas as pessoas.
Inclui-se nesse caso: cadeirantes, idosos, crianças, pessoas com limitações temporárias como uma perna fraturada, etc.
Pensando nisso muitos profissionais da área da Arquitetura, Engenharia e Design de Interiores, desenvolvem seus projetos levando em conta o Desenho Universal.
A arquiteta Sandra Perito, tem desenvolvido excelente trabalho nesse campo.
Veja algumas dicas da mesma:
“Casa para a vida inteira
Algumas possíveis soluções que devem ser previstas no projeto para eliminar barreiras e reduzir custos na adaptação, segundo a arquiteta Sandra Perito
ÁREAS INTERNAS
Instalações
Previsão de instalação de luz de emergência nos corredores facilita a circulação segura quando falta luz.
Colocação de interruptor iluminado facilita sua visualização evitando que se ande no escuro sem acender a luz.
Disposição de quadro de luz principal a 1,10 m de altura, hoje, o padrão é 1,50 m, facilita o alcance por qualquer pessoa.
Disposição de interruptores que acionam tomadas para abajur evitam a circulação pelo ambiente no escuro até alcançar os abajures.
Disposição de tomadas no mínimo a 46 cm do piso, hoje, o padrão é 30 cm, evita que se tenha que se abaixar muito para ligar equipamentos e interruptores no máximo a 1,05 m, cujo padrão atual é 1,10 m, é acessível para todas as pessoas.
Flexibilidade de instalações elétricas para qualquer layout mobiliário, evita o uso de extensões e fios soltos que podem ocasionar tropeções e quedas.
Revestimento de piso
Colocação de piso de madeira laminado ou carpete de pêlo baixo com base dupla, evita a formação de dobras e facilita o uso de cadeira de rodas.
Piso com alto contraste sem ofuscar delimita a área de piso e desníveis, facilitando a circulação por pessoas com visão reduzida.
Colocação de piso antiderrapante nos banheiros, cozinha e lavanderia evita escorregões e quedas quando se tem acúmulo de água.
Dormitório
Disposição de sensor de presença de luz no quarto evita que se ande no escuro à noite.
Previsão de instalação de aparelhos de ar condicionado e aquecedor fixo evita o uso de extensões e fios soltos que podem gerar uma queda.
Instalação de painel de alarme na cabeceira e controle de iluminação dão mais segurança e controle do ambiente.
Previsão de ponto de telefone na cabeceira da cama permite uma fácil comunicação em casos de emergência.
Disposição de prateleiras mais baixas evita que se use banquinhos ou cadeiras para serem acessadas.
 Previsão de iluminação dentro dos armários permite uma boa visualização do conteúdo.
Cozinha
 Colocação de tampo de cozinha em dois níveis ou móveis, permite o uso mesmo por pessoas sentadas.
Colocação de tampo dos dois lados do fogão possibilita o apoio de panelas e objetos quentes.
Colocação de tampo de pia com 65 cm de profundidade, atual 60 cm, facilita o encaixe para o uso de pessoas com cadeira de rodas.
Disposição de torneira tipo alavanca ou com sensores evitam a necessidade de toque, facilitando o uso para pessoas de baixa estatura ou sentadas.
Previsão de instalação de detector de fumaça e gás, garantem mais segurança para pessoas com olfato reduzido.
Na cozinha os cantos dos tampos devem ter faixa de outra cor para contraste visual, evitando batidas.

Sala
Previsão de iluminação extra permite pontos focais de luz para diversas atividades.

Fonte: http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/280802/casa.html

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O que é Desenho Universal?


O conceito do Desenho Universal se desenvolveu entre os profissionais da área de arquitetura da Universidade da Carolina do Norte - EUA, com objetivo de definir um projeto de produtos e ambientes para ser usado por todos, na sua máxima extensão possível, sem necessidade de adaptação ou projeto especializado para pessoas com deficiência.
O projeto universal é um processo de criar os produtos que são acessíveis para todas as pessoas, independente de suas características pessoais, idade ou habilidades. Os produtos universais acomodam uma escala larga preferências e de habilidades individuais ou sensoriais dos usuários. A meta é que qualquer ambiente ou produto poderá ser alcançado, manipulado e usado, independentemente do tamanho do corpo do indivíduo, sua postura ou mobilidade. O Desenho Universal não é uma tecnologia direcionada apenas aos que dele necessitam: é desenhado para todas as pessoas. A idéia do Desenho Universal é, justamente, evitar a necessidade de ambientes e produtos especiais para pessoas com deficiência, assegurando que todos possam utilizar com segurança e autonomia os diversos espaços construídos e objetos.
Conheça os 7 princípios do Desenho Universal.
Em 1987, o americano Ron Mace, arquiteto que usava cadeira de rodas e um respirador artificial, criou a terminologia Universal Design. Mace acreditava que não se tratava do nascimento de uma nova ciência ou estilo, mas sim de uma percepção de aproximarmos as coisas que projetamos, tornado-as utilizáveis por todas as pessoas.
Na década de 90, o próprio Ron criou um grupo com arquitetos e defensores destes ideais para estabelecer os sete princípios do desenho universal. Estes conceitos são mundialmente adotados para qualquer programa de acessibilidade plena.
São eles:
1. Igualitário - Uso Equiparável.
São espaços, objetos e produtos que podem ser utilizados por pessoas com diferentes capacidades, tornando todos os ambientes iguais.

2. Adaptável - Uso Flexível.
Design de produtos que atendem pessoas com diferentes habilidades e diversas preferências, sendo adaptáveis a qualquer uso.

3. Óbvio - Uso Simples e Intuitivo.
De fácil entedimento para que qualquer pessoa possa compreender, independente de sua experiência, conhecimento, habilidade de linguagem ou nível de concentração.

4. Conhecido - Informação de Fácil Percepção.
Quando a informação necessária é transmitida de forma a atender as necessidades do receptador, seja ela uma pessoa estrangeira, com dificuldade de visão ou audição.

5. Seguro - Tolerante ao Erro.
Previsto para minimizar os riscos e possíveis consequências de ações acidentais ou não intencionais.

6. Sem esforço - Baixo Esforço Físico.
Para ser usado eficientemente, com conforto e o mínimo de fadiga.

7. Abrangente - Divisão e Espaço para Aproximação e Uso.
Que estabelece dimensões e espaços apropriados para o acesso, alcance, manipulação e uso, independentemente do tamanho do corpo (obesos, anões etc.), da postura ou mobilidade do usuário (pessoas em cadeira de rodas, com carrinhos de bebê, bengalas etc.).